As minhas expectativas.

Ao longo da vida vai criando expectativas direcionadas para as suas relações, para os seus filhos, para o seu trabalho, para o comportamento dos outros, para a evolução das políticas, para a sua capacidade de afirmação no mundo, para a sua família, para os «novos anos» («ano novo, vida nova»), entre muitas outras dimensões importantes. São as suas expectativas. Para além disso, o que há mais? Há o que verdadeiramente acontece, não indo sempre ao encontro das suas expectativas, e o que os outros esperam – as expectativas deles. Em muitos momentos estas duas situações – o que acontece e as expectativas dos outros – colidem com o seu mundo idealizado, podendo gerar frustração e desilusão, levando muitas pessoas a dizer o seguinte: «O meu problema é criar demasiadas expectativas!» ou «O meu problema é criar grandes expectativas!» ou «O meu problema é criar expectativas!». Ora, será que o problema, se tiver que equacionar desta forma, está na quantidade de expectativas que cria ou no quão «grandes» elas são? Será que o problema está nas expectativas, propriamente ditas? Será um problema de expectativas «irrealistas»? Será uma dificuldade em lidar com a frustração? É esperado que crie expectativas sobre tudo o que se move à sua volta e dentro de si? É esperado, ou deveria ser, que as expectativas, de vez em quando ou muitas vezes, possam sair defraudadas? Consegue ver um mundo desafiante sem a criação de expectativas? Será este último cenário – a não criação de expectativas – (realisticamente) possível? Se tudo fosse ao encontro das suas expectativas quão desafiante seria a sua vida? Reflita sobre estas questões, questionando-se e procurando responder a elas. Deixo-lhe mais duas para ajudar na reflexão: Como sou capaz de construir o meu mundo com expectativas satisfeitas (parcial ou totalmente) e expectativas defraudadas (parcial ou totalmente)?; Até que ponto sou capaz de aprender neste processo, rico em vivências emocionais distintas, de modo a ser mais sábio(a) na construção/formulação das minhas expectativas e na gestão da satisfação e frustração das mesmas aquando o impacto da realidade?. Foco, persistência, inteligência emocional, motivação e autodisciplina são, para mim, alguns motores que contribuem (ou podem contribuir) para desmontar as suas expectativas, numa análise que também deve contemplar as expectativas dos outros e a realidade. Quer um conselho? Invista o seu tempo no desenvolvimento de ferramentas úteis para a sua vida (ou, se preferir, para a sua felicidade). Por último, lembre-se que o mundo não pode ser sempre do seu jeito…


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