A responsabilidade social, o alarmismo, a imprudência, as prioridades e a confiança

March 12, 2020

Covid-19. Pandemia. Este fenómeno deve edificar em cada cidadão e em cada organização a responsabilidade social. Somos responsáveis por todos e não somente por nós próprios. Quero chamar de consciência comunitária

 

Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, alarmismo é "tendência para exagerar e difundir informações, notícias ou boatos que causam alarme ou medo". De forma individual ou por via da comunicação social e outros meios de divulgação para as massas, é essencial que se tenha consciência dos efeitos das mensagens que se passam. Responsabilidade social e ética. A forma e o conteúdo da informação passada não têm um carácter inócuo. O impacto nas pessoas é real e pode ser muito prejudicial. Por isso, é essencial repensar-se sobre a seriedade neste domínio. Não só agora. Sempre. 

 

A imprudência. Quando fontes confiáveis nos dão indicações claras sobre os comportamentos a adotar, em prol da saúde pessoal e social, significa que devemos cumpri-los para evitarmos males maiores. Assim, por mais que lancem teorias "a torto e a direito" (por exemplo, nas redes sociais) sobre esta pandemia e os comportamentos que devemos ou não ter, devemos confiar nas fontes credíveis e nas instruções de quem sabe o que diz (por mais que não concordemos). Sejamos prudentes. A imprudência não é bem-vinda e é perigosa. Não podemos estar de olhos fechados para os conhecimentos e informações que nos dão. Não podemos desrespeitar a nossa saúde e a dos outros ao não termos os devidos cuidados. 

 

Prioridades. As decisões políticas. As decisões das organizações. Não podemos ignorar o peso da economia na balança destas decisões. Contudo, neste caso, a saúde individual e a saúde pública é uma dimensão prioritária. Obviamente, é compreensível pesar na balança as várias variáveis. Sabemos que tudo tem de ser feito de forma inteligente. Contudo, se falamos em responsabilidade social, temos também de falar em responsabilidade política e organizacional. Para se assumir determinados cargos há competências que têm de ser reais e há prioridades que devem emergir. É preciso coragem, responsabilidade e humanismo. Se estamos numa situação excecional, devem tomar-se as melhores medidas para a saúde da população. 

 

Confiança. Se cuidarem bem de nós e se cuidarmos bem uns dos outros, viveremos num mundo mais seguro e confiável. Cuidar é escutar, colmatar as necessidades, ajudar a vencer os medos, apoiar, bem informar, nos preocuparmos (a sério) com os mais vulneráveis, vencermos em conjunto, ou seja, é cooperação e entreajuda com responsabilidade. Temos de confiar. Temos de estar juntos. Temos de ser responsáveis e responsabilizarmos quem tem mais poder para bem cuidar de todos nós.

 

 

 

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