Já não te posso ver à frente! [para casais]

Um texto com três dicas para a superação de algumas dificuldades sentidas pelos casais nesta fase de pandemia.


Olá! Vou ser muito prático neste texto. Se ao leres o título deu-te vontade de saberes mais… Bem, talvez já tenhas pensado (n)isso - «Já não te posso ver à frente!» - ou até já tenhas dito. É verdade que podes apenas ser um(a) curioso(a) e queres saber o que escrevi. Vamos ao que interessa! Viver sob o mesmo teto a toda a hora - «Agora, é mesmo a toda a hora!» - é um desafio à medida de gente grande, mas mesmo essa gente não sei se consegue dar as melhores respostas. Imagina quando estamos a falar de um casal (com ou sem filhos – são realidades bem distintas, mas não vamos por aí!) cuja comunicação entre ambos nunca foi das melhores. Será que, de forma mágica, a partir de agora – com saturação, irritação, corpo irrequieto, mente meia louca, entre outras coisas – tudo se resolverá? Tenho muitas dúvidas que vai ficar tudo bem entre eles (também porque «tudo» é pedir muito). Se as coisas já estavam más, muito provavelmente tenderão a piorar. Isso não é mau de todo! Pode ser que ao verem a situação real da relação (ou seja, o estado da mesma) resolvam ir ao psicólogo dos casais. Não há que generalizar. Cada caso é um caso. Há que olhar seriamente para cada relação. Contudo, neste texto, não pretendo personalizar. Quero apenas deixar algumas dicas para quem está a viver este drama da vida real – não estou a falar do coronavírus, estou a falar das dificuldades vividas e sentidas na relação a dois. Três dicas (é aqui que entra o lado prático):


1. Olha nos olhos dele(a) (ou escreve-lhe uma carta) e aponta apenas o que mais gostas nele(a). Puxa pela cabeça! Vais encontrar, pelo menos três. Ele(a) que faça o mesmo. Depois, apresentem as evidências, numa conversa a dois (com emissor e recetor, e alternando os papéis), que vos levam a dizer isso (para não ficar no vazio). Regra: Não vale o «mas». São pontos positivos por inteiro. Não há cá metades! Nem tudo é mau aos teus olhos, certo?


2. Já não o(a) podes ver à frente porque…


(A) estás descompensado(a) e/ou desorganizado(a) com a desafiante fase das medidas restritivas pela pandemia que vivemos ou (B) é da “boca para fora” - pois, em boa verdade, não queres viver sem ele(a) – (C) ou é mesmo uma dificuldade que já existia e agora está mais visível e intensamente dura?


Faz assim (para cada cenário)…


(A) Cuida de ti – se não estás bem contigo próprio(a), mais difícil será estares bem na relação;


(B) Vai lá, dá-lhe um abraço e diz-lhe o quanto gostas dele(a)!;


(C) Complicou! Sem ajuda psicológica ao casal, em alternativa a esta última, a melhor ajuda talvez esteja na vossa capacidade de fazer de forma diferente (e com conteúdo também diferente – por exemplo, os insultos não/nunca são bem-vindos). Se tudo o que foi feito até agora tem dado maus resultados, é urgente fazer de forma diferente ou igual a outros momentos da vossa relação em que usaram boas estratégias de resolução de problemas. Já tentaste? Já fizeste esse exercício?


3. Cultiva também o teu espaço. Não têm de estar sempre juntos (nem devem! – há mais vida para além do casal…). Organizem-se de modo a conseguirem equilibrar os momentos a dois e os momentos a um. Com filhos a tarefa fica mais complicada, dependendo das idades e da personalidade de cada um. Porém, sempre que possível, mesmo com filhos, procurem educar a família no respeito pelos momentos que cada um deve ter: sozinhos, em pares, em casal, e em família.


Lembra-te: Não queiras receitas universais! O melhor modo de resolução de conflitos, aparentemente irresolúveis, é sempre da forma mais personalizada possível (a consulta psicológica é uma porta aberta para se trabalhar numa resolução eficaz – cuja responsabilidade é de todas as partes envolvidas, com esforço e dedicação).


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