Ouço tanto «eu» entre nós!

Quero que me dês o calor que me acolhe nos teus braços, o teu fogo que dispara em mim o desejo de te ter por perto, a tua chama que grita pelo meu nome, a tua energia que robustece o meu ser. Essa ideia de cada um ter o seu mundo, a liberdade para voar, o poder de fazer o que lhe apetece, caído num mar de excessos, é exatamente o quê na nossa relação? Sinto-me perdido! Adoro ter o meu espaço, o meu tempo, a minha liberdade, o meu querer, o meu prazer, e muito mais. Mas começo a ver um espaço vazio, uma solidão que dói, um exagero que fere. É este o tipo ideal de relação de duas pessoas que se amam? Para mim, sem qualquer dúvida, não é! Eu quero uma relação de amor a sério! Será que tenho direito a ela? Quero um "nós" com vida própria, com sedução, conquista, erotismo, intimidade, um espaço cheio de momentos regradamente desregrados. Quero uma relação com um amor bem recheado de paixão, com um sentido de humor singular e eletrizante, com diversão, sem o peso daquilo que os outros possam pensar dela. É pedir muito? Ouço tanto 'eu" entre nós! Quando entra o "tu" é em forma de acusação. Quando entra o "nós" vem desprovido de conteúdo. Não negligenciemos o "nós"! Eu quero uma relação especialmente amorosa. Paixão, aventura, sensibilidade, empatia, apoio, elogio, surpresa, cumplicidade… O amor tem tantas formas de expressão e nós não estamos a criar essa dinâmica criativa, autêntica e inclusiva. Ainda não percebeste que se deixarmos de fora o "nós", caminharemos em sentidos opostos? Estamos juntos para quê? Eu quero caminhar contigo no mesmo sentido e de mãos dadas. Fazes esta viagem comigo ou vais continuar de mãos dadas contigo própria?



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