Estou à tua espera, mesmo quando estás ao meu lado.

Estou à tua espera e tu não chegas. Estou à tua espera e tu não te chegas. Onde estás? Não ouço a tua voz. Não vejo o teu corpo. Não sinto o teu cheiro que me agita. Não sinto o teu toque no meu corpo. Não sinto o sabor e a textura macia dos teus lábios. Não escuto as palavras que me fazem sentir desejada, incluindo aqueles sussurros apetecivelmente escaldantes que me dizias e que me arrepiavam da ponta dos pés à ponta dos cabelos. Não consigo enxergar o teu rosto apaixonado e o teu sorriso encantador. Vejo-te fechado e distante. Não consigo inalar o teu perfume. É só o teu? Estará mais algum perfume misturado no teu? Onde estão as tuas mãos? Sinto falta das carícias. Onde está o teu corpo? Quero sentir a tua pele na minha. O calor do teu peito e o frio dos teus pés. Sabes que gosto desse contraste. Estou à tua espera. Sempre. Todas as noites. À mesma hora. Onde estás? Estou à tua espera, mesmo quando estás ao meu lado. Sempre. Todas as noites. À mesma hora. Onde estás? Fecho os olhos e imagino o teu toque. Espero pelo teu toque. Adormeço sem tê-lo. Quando me aproximo, não te mexes. Congelas. Dentro de mim há um poço de lágrimas. Não imaginas o que me passa pela cabeça. Onde andarás? Com quem estarás? O que te faz estar longe de mim? Sou a tua mulher! A mulher mais linda que já conheceste na tua vida e com quem, disseste muitas vezes, querias viver para toda a vida. Ou já não sou? Já não queres o «para sempre»? O tempo passa pela nossa relação, mas eu amo-te. Aprendi que o amor faz-nos querer estar próximos, bem juntinhos, abraçados, aconchegados. Ainda há amor por mim dentro de ti? Ainda há desejo? Estou perdida. Estou confusa. Quando penso em te dizer tudo isto, penso para mim própria que talvez não deva fazê-lo. Não quero respostas. Tenho medo das respostas. Só quero que te chegues a mim e que ames como sempre me amaste e como ainda acredito que me amas. Mas não me deixes mais à espera. Aproxima-te, beija-me, abraça-me, toca-me…

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