Toca-me.

«Eu quando toco sou tocado. (…) A pele é o primeiro órgão que estabelece a confiança. (…) A ternura é tátil.» Luís Fernandes


Delicio-me com o calor das palavras que me dás. Admiro a tua escuta paciente. Motivo-me com os elogios e incentivos que me ofereces. Sou um apaixonada pelas conversas que nos levam a sítios bonitos. Adoro o teu sorriso. Aprecio o teu silêncio respeitoso. Sinto-me orgulhoso por ser valorizado por ti. Amo estar contigo. Gosto que gostes de estar comigo e de sentires uma reciprocidade nos gestos de amizade. Deixa-me contente o facto de levarmos o nosso foco para tudo o que temos e não para tudo o que possa faltar. Mas, tenho mesmo de dizê-lo, há uma exceção. É impossível viver sem o toque. Sinto falta do toque. O toque perfura magicamente a pele. O toque entra no coração como uma melodia harmoniosa e ímpar. Para mim, o toque é o gesto mais importante da humanidade. Aquele abraço que me faz sorrir, o ombro amigo que me deixa chorar, o beijo que me acaricia a alma, as mãos que se tocam num gesto de apoio e de respeito. Viver sem o toque faz mal à saúde e não ajuda a sociedade a sentir verdadeiramente o espírito solidário e comunitário. No meio desta pandemia fico com uma grande lição: o toque, este elemento afetivo poderoso, é a maior prioridade da nossa vida. O toque que simboliza o afeto mais puro e autêntico que podemos dar e receber. Aquele toque que toca mais por dentro do que por fora. Entra maravilhosamente no nosso coração e faz de nós melhores pessoas a cada dia que passa.

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