Tu é que sabes, mas…

Já viveste aqueles momentos em que estás a partilhar com alguém o que estás a pensar fazer, procurando apoio para a tua decisão, e recebes um «Tu é que sabes, mas…»? Aquela pessoa que é influente na tua vida, por mais que digas a ti próprio(a) que não te deixas influenciar por ninguém, e em quem depositas confiança e até tens admiração por algumas das suas competências. Aquela pessoa que é mesmo capaz de mudar um «sim» convicto da tua parte para um «não» sem sombra de dúvidas. Às vezes, de forma consciente, agarras-te a essa muleta nas tuas decisões (pela tua assumida insegurança). Outras vezes, sem te aperceberes (num domínio inconsciente), estás à espera de aprovação ou reprovação da tua aparente segura decisão. Noutros momentos, mesmo quando tudo te leva para um determinado caminho, sem dares conta, há um «mas» (suficientemente forte e convincente) que se atravessa e te faz mudar a rota. Com tudo isto a ocorrer, tens de saber que deves estar muito atento às influências que marcam as tuas decisões, mas também há uma responsabilidade de quem dá opiniões. Quanto à primeira parte da frase anterior, procura sempre perceber a quem recorres quando tens de tomar decisões e o quanto algumas pessoas influenciam determinantemente as tuas escolhas (que talvez, a partir daí, deixem de ser genuinamente tuas). Quanto à segunda parte da frase que antecede a anterior, procura perceber a forma como dás as tuas opiniões, o quanto podes estar a influenciar a decisão de outras pessoas e se deves dar mesmo uma opinião ou estares apenas numa posição de apoio e de incentivo (mesmo que não concordes). Vê a diferença entre estas duas situações:


(A) – Estou a pensar tomar uma decisão importante na minha vida. Vou sair do meu emprego estável e recompensador, onde já estou há 15 anos, e vou abrir um novo negócio ligado à minha paixão de criança.

– Tu é que sabes, mas tu ganhas bem para cobrir todas as tuas despesas e viajares para qualquer lugar durante várias vezes por ano. Definitivamente, eu não faria isso. Pensa bem. Parece-me precipitado e inconsciente.


(B) – Estou a pensar tomar uma decisão importante na minha vida. Vou sair do meu emprego estável e recompensador, onde já estou há 15 anos, e vou abrir um novo negócio ligado à minha paixão de criança.

– Tu é que sabes. O que te posso garantir é o meu apoio e incentivo sempre que precisares, independentemente das tuas decisões. Estou aqui para isso.


Obviamente, este assunto é complexo e não podemos fazer leituras a «preto e branco». Apenas quis trazer uma reflexão para a tua vida para perceberes o papel que podes e queres ter nas tuas escolhas e nas escolhas das outras pessoas. É que nalguns casos os maiores riscos, considerando a tua autorrealização e o teu bem-estar, estão no desvio da tua vontade inicial pela influência de algumas pessoas, matando, à partida, uma possibilidade que, futuramente, poderia orgulhar-te e fazer-te bem à saúde.

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